Egidio
Transparência · Metodologia

Como verificamos e citamos os nossos conteúdos

Este site publica números sobre burlas: montantes de perdas, número de vítimas, mecanismos de fraude. Estas são as regras que seguimos para os escrever — as mesmas para cada página, cada mercado, cada língua.

A regra de base

Nenhum número é publicado sem uma fonte identificada e datada. Cada página do Laboratório das Ameaças cita as suas fontes em contexto, no local exato onde o número aparece. A página /sources/ reúne-as todas, mercado a mercado, com a data em que as consultámos.

Reivindicado não é confirmado

Numa fuga de dados ou num ciberataque, o autor reivindica muitas vezes um volume maior do que aquele que uma investigação confirma depois — por vezes o inverso. Quando existem os dois números, publicamos ambos, distinguindo-os claramente. O número confirmado por uma autoridade prevalece sobre o número reivindicado por um autor interessado.

France Titres. O autor do ataque reivindicava 19 milhões de processos. O ministério do Interior francês confirmou 11,7 milhões. Citamos os dois números, cada um com a sua fonte.
Hospital japonês. O primeiro balanço comunicado apontava cerca de 10 mil doentes afetados. A investigação completa elevou esse número para cerca de 130 mil — treze vezes mais. Datamos cada versão e indicamos qual é a definitiva.

A omissão em vez da invenção

Quando as fontes disponíveis se contradizem de forma demasiado ampla para serem cruzadas com fiabilidade, não publicamos um número médio ou aproximado: escrevemo-lo com todas as letras.

Exemplo. O preço de um registo médico nos mercados negros varia, segundo os blogues consultados, de poucos cêntimos a várias centenas de euros — uma diferença demasiado grande para ser fiável. Não retemos nenhum número único neste caso; descrevemos o intervalo e a sua incerteza.

Uma secção ausente vale mais do que uma estatística inventada.

Quem citamos — e quem não citamos

Admitidos: autoridades públicas (polícia, reguladores, bancos centrais, CERT nacionais), imprensa estabelecida, estudos académicos, associações de consumidores, documentários produzidos por emissoras estabelecidas.

Não admitidos: conteúdos de criadores nas redes sociais, por mais sérios que sejam. Exceção única: contas oficiais de instituições públicas. Nesse caso, citamos a instituição e a sua campanha — nunca a plataforma onde foi difundida.

As pessoas nunca são o assunto

As vítimas são descritas, nunca identificadas, mesmo quando a nossa fonte as identifica. Documentamos padrões — como uma burla progride, que sinais a denunciam — não acusações contra indivíduos. As comunidades religiosas e as diásporas são sempre tratadas como a vítima protegida, nunca como o sujeito suspeito.

Mecanismos, não geopolítica

Sobre as ameaças híbridas, descrevemos os mecanismos documentados por organismos multilaterais — como um ataque funciona tecnicamente — sem apontar Estados, mesmo quando as nossas fontes o fazem.

Lemos as fontes, não os seus resumos

Cada facto é verificado no documento primário — relatório, comunicado, artigo — antes da publicação. Os resumos automáticos, incluindo os produzidos por motores de busca, contêm erros. Já descartámos vários ao longo deste trabalho.

O que tem data está datado

Cada fonte citada tem a sua data de consulta. Uma estatística antiga é apresentada como tal, nunca reformulada para parecer recente.

A lista completa das nossas fontes, mercado a mercado, com datas de consulta, é pública: /sources/ (em francês).

Uma ameaça compreendida torna-se proteção — e isso começa com factos verificados.