Egidio
Ajuda · 2026

Como funciona o Medusa?

O motor que liga as suas chamadas e as suas mensagens para reconhecer uma única burla, não eventos separados.

A resposta, já.

O Medusa observa cada canal em tempo real, no seu telemóvel, e procura as ligações entre eles. Onde outra aplicação vê apenas uma chamada ou uma mensagem isolada, o Medusa vê um único ataque que se desloca.

O problema que o Medusa resolve

Uma burla moderna quase nunca é uma simples chamada. É uma história que progride em vários canais, pela ordem:

📞
Uma chamada«Boa tarde, fala o seu gestor bancário»
🗨️
Uma mensagem de WhatsApp, dois minutos depois«Confirme o código recebido por SMS»

Uma aplicação que só vigia as chamadas vê uma chamada suspeita. Uma aplicação que só vigia as mensagens vê uma mensagem suspeita. Nenhuma das duas vê que é o mesmo burlão, a executar o mesmo plano.

O que o Medusa faz de diferente

Sem Medusa

Dois eventos isolados, dois alertas separados (ou nenhum alerta, porque cada sinal isolado parece inofensivo).

Com Medusa

Um único sinal coerente: «este número ligou, depois contactou pelo WhatsApp poucos minutos depois» — um padrão que o Medusa reconhece e bloqueia.

Chamadas e números

Desde o primeiro contacto, cinco sinais são analisados na chamada recebida:

AngariaçãoNúmeros identificados como campanhas de chamadas comerciais repetidas.
Números de tarifa majoradaPrefixos com tarifação especial, sinalizados antes de voltar a ligar.
Internacional suspeitoIndicativos estrangeiros invulgares para o seu uso habitual.
Números ocultosChamadas sem identificação, muitas vezes usadas para evitar ser bloqueadas.
Phishing de vozCenários conhecidos de usurpação (falso gestor bancário, falso suporte técnico…).

30 táticas identificadas

Cada família de burla tem os seus códigos. O Medusa reconhece-as agrupadas por intenção, não como uma lista técnica:

Dinheiro e investimentos

Falso investimento, empréstimo, lotaria, herança, cobrança de dívidas

Banco e identidade

Falso gestor bancário, phishing de voz, troca de SIM, usurpação de conta

Administração e faturas

Falsa multa, falsas Finanças, fatura de energia, seguro de saúde

Compras e entregas

Falsa encomenda, anúncios fraudulentos, falso código QR

Emoção e urgência

Burla sentimental, falso familiar em apuros, falsa urgência, sextorsão

Trabalho e tecnologia

Falsa oferta de emprego, falso suporte técnico, IA generativa, engenharia social

Inteligência adaptativa

O Medusa está calibrado para o seu país — os códigos de burla não são os mesmos em todo o lado — e depois afina-se ao seu uso. Quando restaura uma mensagem sinalizada por engano (botão «Restaurar» no Histórico), o Medusa aprende com essa correção para o seu telemóvel.

Onde e como funciona

Tudo acontece no seu telemóvel, não num servidor. O Medusa recebe os sinais autorizados de cada canal (número de uma chamada, notificação de uma mensagem — veja porque é que o Egidio pede este acesso), relaciona-os entre si, e toma uma decisão de imediato. Nada disto é enviado para outro lado.

De onde vem este nome

Porque uma burla nunca é um evento isolado. É uma história que se desloca de canal em canal — isso exige um motor concebido especialmente para a seguir, não três filtros que se ignoram uns aos outros.

O que acontece se o Medusa se enganar?

Como qualquer sistema, são possíveis raros falsos positivos. Cada intervenção do Medusa fica visível no Histórico e é explicável — e pode ser corrigida com um gesto se uma mensagem legítima tiver sido filtrada por engano. Detalhes: Como ler e corrigir o histórico →

Perguntas frequentes

O que é o Medusa?

O motor do Egidio que liga os sinais das chamadas e mensagens para reconhecer uma única burla multicanal.

Porquê este nome, Medusa?

Porque uma burla é uma história que se desloca de canal em canal — era preciso um motor concebido para a seguir.

O Medusa funciona sem internet?

A análise é feita no seu telemóvel. Nenhum dado das suas comunicações é enviado para um servidor.

O Medusa comete erros?

São possíveis raros falsos positivos. Cada intervenção fica visível e corrigível no Histórico.

Para ir mais longe