Como funciona a burla, passo a passo
O contacto inicial
Um alegado funcionário da ANACOM informa que o seu número está a ser usado em práticas ilícitas — mensagens fraudulentas ou telemóvel roubado.
A urgência
Os burlões alegam que existe um mandado de captura em seu nome, criando pânico imediato.
A videochamada encenada
A vítima é convencida a participar numa videochamada onde surge um falso inspetor da PJ, num cenário cuidadosamente montado com elementos como a bandeira nacional.
A exigência de dinheiro
É exigida uma transferência de cerca de 4.500€ para "proteger os seus bens" ou resolver a alegada situação criminal.
Como reconhecer a burla
- Qualquer acusação de crime feita por telefone, seguida de pedido de dados ou dinheiro.
- Um pedido de transferência bancária para "resolver" um processo criminal — a Polícia Judiciária nunca faz isto.
- Uma videochamada encenada com elementos visuais destinados a parecer oficial.
O que fazer se receber esta chamada
- Desligue e não forneça nenhum dado.
- Verifique pelo canal real: contacte a ANACOM ou a PJ através dos números oficiais, nunca através do número que ligou.
- Apresente queixa na Polícia Judiciária, PSP ou GNR mais próxima.
- Se já transferiu dinheiro, contacte o seu banco imediatamente para tentar bloquear a operação.
Egidio: o seu detetor automático de phishing
Esta burla funciona porque combina o medo de uma acusação criminal com uma encenação visual convincente. O Egidio ajuda a identificar padrões de burla conhecidos e os links de phishing que muitas vezes acompanham este tipo de esquema.
O Egidio analisa links recebidos por mensagens em tempo real, bloqueando páginas falsas associadas a burlas conhecidas.
Instalar Egidio