Egidio
Depois da Burla · Passos Concretos

Foi vítima de uma burla. Isto é o que fazer agora, por ordem.

Sem rodeios nem palavras de conforto — apenas a ordem, os números e os contactos de que precisa neste momento. Primeiro bloquear, o resto depois.

Ainda não perdeu dinheiro mas esteve perto? Esta página também é para si: denunciar ajuda a que o número seja bloqueado para outras pessoas, mesmo sem prejuízo financeiro.

A ordem, passo a passo

  1. Bloqueie o cartão ou o acesso à conta — já, não depois.

    Ligue para o número oficial do seu banco (no verso do cartão ou na app). Nunca use um número fornecido pelo burlão, mesmo que pareça ser o do banco.

  2. Contacte o banco antes de apresentar queixa.

    O Banco de Portugal recomenda este contacto imediato como primeiro passo — para bloquear o cartão e verificar se há movimentos não autorizados — antes de se deslocar à esquadra.

  3. Apresente queixa.

    Em qualquer esquadra da PSP ou posto da GNR. Leve capturas de ecrã, o SMS recebido e comprovativos dos movimentos bancários. Para uma emergência em curso, ligue 112.

    PSP / GNR — esquadra ou posto mais próximo · 112 para emergências
  4. Reclame por escrito junto do seu banco.

    Peça explicitamente o formulário para operações não autorizadas ou fraudulentas. Se o banco recusar o reembolso, pode recorrer gratuitamente ao Banco de Portugal ou ao provedor do cliente da instituição.

Fontes: PSP, alertas de burla (psp.pt) · Banco de Portugal, o que fazer em caso de fraude (bportugal.pt) · DECO PROteste (deco.proteste.pt).

O banco vai devolver-me o dinheiro?

Depende do tipo de operação. Numa operação não autorizada (alguém agiu sem o seu conhecimento), o banco deve reembolsar, salvo prova de negligência grave da sua parte. Se foi você a autorizar a operação, enganado — por exemplo após uma chamada de um "falso funcionário bancário" — o reembolso é bem menos garantido: aqui o debate sobre a negligência grave decide muitas vezes o desfecho, sem garantia de resultado. Mesmo assim, a queixa continua a ser importante: mesmo sem reembolso, a burla fica oficialmente documentada.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o primeiro passo se acabei de ser vítima de uma burla?

Se houver dinheiro, cartão ou acesso à conta envolvidos: ligue de imediato ao seu banco através do número oficial (no verso do cartão ou na app) e peça o bloqueio imediato. Nunca use um número fornecido pelo burlão.

Onde apresento queixa por burla em Portugal?

Em qualquer esquadra da PSP ou posto da GNR, consoante a área. Para situações urgentes, ligue 112. A Polícia Judiciária trata dos casos de maior complexidade, mas a queixa inicial pode ser feita na PSP ou GNR.

O que devo fazer antes de apresentar queixa?

Contacte imediatamente o seu banco para bloquear o cartão e verificar movimentos não autorizados, mesmo antes de se deslocar à esquadra. O Banco de Portugal recomenda este contacto como primeiro passo sempre que há suspeita de fraude.

O banco vai devolver-me o dinheiro?

Numa operação não autorizada, o banco deve reembolsar, salvo prova de negligência grave da sua parte. Se foi você a autorizar a operação enganado, o reembolso é bem menos garantido. Mesmo assim, a queixa continua a ser importante.

Se esta página era para um pai ou mãe, não para si

Se está aqui porque um familiar foi vítima, não você: exatamente este padrão — chamada, urgência, dados bancários — pode ser detetado antes de o dinheiro sair da conta. O modo Família do Egidio protege até 4 pessoas com uma única subscrição, cada uma no seu próprio dispositivo, sem que ninguém veja as mensagens dos outros.

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Para que não volte a acontecer

O Egidio reconhece os padrões que antecedem este tipo de burlas — chamadas suspeitas, remetentes falsificados, situações de pressão — antes de reagir. A análise ocorre inteiramente no seu dispositivo Android, sem transmitir o conteúdo das mensagens.

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